O novo projeto de estudo e convívio

Atualizado: Jul 6

Juntos mesmo separados



Yasmin Porto - pastel oleoso, estudo desenho


A mudança sempre vem. Às vezes de forma rápida, outras de forma lenta e gradual.


Experimental, Vocacional, Cultura Maker, Construtivismo, Internet, Ensino Remoto

A ligação com a história da década de sessenta e setenta (século passado mesmo)com os nossos anos 2020. Hoje temos a internet porque jovens daquele tempo, experimentaram mudanças fundamentais em suas vidas e coletividade e se conectaram a uma educação de vivência e significado abrindo as mentes e pesquisas nos campos da eletrônica, tecnologia, matemática e arte. Inspiraram-se intelectualmente e fizeram o salto acontecer.


Um percurso fundamental


O ano era 1962 e via-se criar, sob a orientação da Profa. Maria Nilde Mascellani, o Serviço de Ensino Vocacional (SEV), com a instalação de 5 ginásios vocacionais no estado de São Paulo. Paralelamente, foram instituídos, na gestão do secretário da Educação Prof. Paulo Nathanael, os chamados ginásios pluricurriculares, polivalentes.


Por volta de 69/70, o Ginásio (hoje, Ensino Fundamental 2), passou a ser pluricurricular. O novo formato oferecia aos alunos um leque de opções curriculares, permitindo-lhes descobrir tendências vocacionais e encaminhá-los, quando fosse o caso, a uma profissionalização de nível médio. Seria como um desmembramento do ginásio vocacional. Uma de suas bases de sustentação era a criação da oficina de artes e ofícios.

Era uma nova proposta de escola com um embasamento teórico e experimental de longo alcance.

Contudo, o seu maior desafio consistia na capacidade de seus integrantes alcançarem a metodologia emergente, com sua pedagogia da cooperação e sua valorização das individualidades. Revolucionavam-se a abordagem do conteúdo e toda uma estrutura comportamental vigente.


Durante os anos da ditadura do governo militar, houve uma desaceleração desses processos e nossa educação pouco se desenvolveu. O país relativizou algumas questões educacionais e grande parte das ações foram descontinuadas.


Hoje, podemos dizer que, após o processo de democratização e principalmente nos últimos 20 anos, por intermédio do terceiro setor, com as organizações sociais e os coletivos trabalhando junto à população e com a internet com suas redes sociais, estamos recuperando o pensamento estrutural de ensino com esse viés e, uma possibilidade real de compartilhamento de saberes que podem melhorar e ampliar a vida educacional de todos.


A diversidade, nossa maior riqueza e nosso maior desafio, pode ensinar e trazer para este momento, o melhor da cultura maker e do experimentalismo. O que precisamos é lutar pela igualdade e direito de acesso de todos a uma internet de qualidade.


Conquistamos um novo espaço. Juntos mesmo distantes, estamos ensinando e aprendendo de ambos os lados.


Nova perspectiva fundamental: Queremos a internet gratuita para todos os estudantes. Questão principal deste novo caminho, a acessibilidade.



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